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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Processo Civil l Casos Concreto 1 ao 16




DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 1


1ª Questão. Pedro residente e domiciliado na cidade de Belo Horizonte, promove demanda em face da Caixa Econômica Federal visando a redução dos índices de reajuste de sua prestação da casa própria. A petição inicial foi distribuída perante o Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais. Citada, a Caixa Econômica Federal alega incompetência absoluta e requer a remessa dos autos à Justiça Federal, para livre distribuição. O Juiz não acata a decisão, mas extingue o feito alegando incompetência absoluta.

Indaga-se:

a) Assiste razão à Caixa Econômica Federal?

Sim. A Caixa Econômica Federal deve ser demandada na Justiça Federal, conforme Art. 109,inciso 1 CF.

b) A decisão do Juiz está correta?

Não. O juíz deveria remeter os autos a Justiça Federal para livre destribuição a uma vara cível Federal, nos termos do Art. 119 CPC.

c) No Brasil, existe “ Justiça Especial” e “ Justiça Comum” ou tal nomenclatura advém apenas dos costumes forenses nos tribunais?

No Brasil existe tanto a justiça comum quanto a justiça especial, sendo a primeira formada pela justiça federal e a estadual e a segunda formada pela justiça eleitoral, justiça do trabalho e justiça militar.

d) A Constituição Federal regula matéria de competência ou tal assunto fica a critério exclusivo do CPC ?

A constituição Federal regula a competência geral dos orgãos e o CPC regula a competência específica de justiça, foro e juízo.

2ª Questão. Sobre a atuação do STF e do STJ, marque a opção correta:



a) O STF atua apenas como guardião da CF, enquanto o STJ tem competência recursal e originária.

b) O STJ atua apenas como guardião da legislação infraconstitucional em competência recursal, enquanto o STF tem competência recursal e originária.

c) O STJ e STF têm competência original e recursal.

d) O STJ e STF têm apenas competência recursal.









DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 2






Carlos é citado em demanda de cobrança de dívida proposta por Astolfo e que foi distribuída à 15 Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, onde este reside. Carlos reside em Niterói e ao procurar seu advogado, foi informado de que poder alegar a incompetência absoluta do juízo da 15ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, uma vez que a dívida era oriunda de um saldo não pago na venda de um terreno em Macaé, ainda que a retomada do imóvel não faça parte do pedido.

Indaga-se:

a) O caso concreto revela algum vício de competência?

Artigo 94 .Base territorial equivocada.Não houve ajuste entre as partes.Competência absoluta.



b) Em que casos a competência de foro é tida por lei como de caráter absoluto?

Artigos 94 e 95 .Quando o critério para propositura da demanda levar em consideração a natureza da demanda (matéria), a função que o juiz exerce no litigio e quando a demanda versar sobre direito real sobre bens imóveis.

c) Em que casos a competência de foro é tida por lei como de caráter relativo?

Artigo 113 Em razão do valor e do território. Pode ser eleito um foro.A obrigação pessoal é do domicílio do réu. Artigo 11.Tem que haver um foro de eleição.

d) É possível às partes modificar os critérios legais de competência previamente definidos ?

Sim, é possível, visto ser este critério de competência relativa.



2ª Questão. Sobre os mecanismos de controle de incompetência, marque a alternativa CORRETA:

a) a incompetência relativa pode ser alegada a qualquer momento, considerando ser matéria de ordem pública;

b) a incompetência relativa não pode ser alegada pelas partes, mas apenas pelo Juiz e MP;

c) o conflito de competência pode ser suscitado pela parte e pelo Juiz e pelo MP;

d) nos casos de foro de eleição, pode-se até alterar a competência absoluta.













DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 3




1ª Questão. Marco Aurélio, zeloso sobrinho da idosa tia Ambrósia, que está muito adoentada, resolve demandar em face de Túlio, inquilino que insiste em não pagar o aluguel mensal devido pelo uso residencial de um apartamento na cidade de São Paulo de propriedade de sua tia. A petição inicial distribuída indica como autor e réu respectivamente Marco Aurélio e Túlio e no pedido requer a rescisão do contrato de locação existente entre tia Ambrósia e Túlio, além do pagamento dos valores em atraso, corrigidos na forma da lei.

Indaga-se:

a) Marco Aurélio agiu de forma correta, considerando o Código de Processo Civil em vigor? Justifique.

Marco Aurélio não agiu de forma correta uma vez que configuraria ilegitimidade do pólo ativo. Pois sua tia Ambrósia que deveria configurar como pólo ativo, porém, por sua posição de absolutamente incapaz deverá ser representada.

b) Os conceitos de “legitimidade e capacidade de ser parte” são sinônimos? Justifique a resposta.

Não. Legitimidade difere de capacidade de ser parte no momento em que uma pessoa tendo a capacidade de ser parte em algum processo (capacidade processual), porém, neste mesmo processo ela pode aparecer como parte ilegítima pois não poderia estar litigando em nome próprio direito de outrem. Ou seja, em regra o individuo só pode estar em juízo (litigar) em nome próprio para defender direito seu, e não de terceiro, salvo quando a lei permitir, conceito este de legitimidade da parte.

2ª Questão. Júlio resolve demandar em face de seu vizinho Mauro, que de forma insistente vem diariamente despejando lixo domiciliar em um terreno em frente a sua residência, trazendo além de um mau cheiro insuportável, ratos, cães e gatos que encontram ali verdadeiro banquete. Júlio tem 17 anos e é estudante de direito e Mauro possui 30 anos, sendo advogado formado e atuante na cidade de Belo Horizonte. A petição inicial foi elaborada e assinada por Júlio que procurou um Juizado Especial Cível Estadual (JEC ESTADUAL – Lei 9099/95). A ação foi distribuída e marcada audiência de conciliação entre as partes.

De acordo com o caso acima, marque a opção correta:

a) o caso acima pode ser levado a um Juizado Especial Cível Estadual, pois não existe obrigatoriedade da presença de advogado, conforme a Lei 9099/95.

b) não é possível demandar no Poder Judiciário sem advogado, só em casos de urgência em matéria penal.

c) capacidade postulatória é sinônima de capacidade de ser parte.

d) necessitaria Júlio de assistência fosse demandar pelo rito do CPC, pois é menor de idade e no procedimento sumaríssimo do JEC, não tem capacidade de ser parte.

































DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 4






1ª QUESTÃO. Um grupo de 50 pessoas resolve demandar em face da administração de um shopping Center onde ocorreu assalto, tiroteio, correria e saque generalizado a clientes e alguns lojistas. Todos se reuniram e ouviram de um advogado que a demanda poderia ser proposta em conjunto para dar maior celeridade ao processo. Proposta aceita, a petição inicial listou os 50 autores e indicou como parte ré o shopping Americano. O magistrado ao receber a petição inicial determinou a citação do réu, que imediatamente requereu a limitação do litisconsórcio facultativo ativo, pois poderia haver dificuldade na condução do processo e, principalmente, na defesa da ré, diante de fatos e danos distintos a serem analisados.

Indaga-se:

a) O requerimento da ré encontra guarida no ordenamento jurídico brasileiro? Fundamente a resposta.

Sim. A legitimação nas ações coletivas, conforme se depreende do artigo 82 do Código de Defesa do Consumidor, é concorrente e disjuntiva. Em decorrência disso os legitimados podem propor a ação coletiva conjuntamente, formando litisconsórcio inicial no pólo ativo. A lei previu, no entanto, que, quando houver risco de comprometimento à rápida solução do litígio ou dificuldade para a defesa, é possível ao juiz limitar o número de litisconsortes, desde que se trate de litisconsórcio facultativo. Clássico exemplo de comprometimento à rápida solução do litígio é o número exacerbado de réus, com evidente dificuldade para citação de todos eles e prosseguimento nas fases seguintes do processo. É que o prazo para contestar somente se iniciaria quando todos os litisconsortes fossem citados. Se qualquer deles não fosse encontrado, o processo não poderia prosseguir para a fase seguinte.



b) O caso acima trata de litisconsórcio facultativo ou obrigatório, considerando que todos os demandantes optaram por demandar em um único processo. Justifique.

O caso trata de litisconsórcio facultativo porque fica ao arbítrio dos autores desde que se enquadre nas hipóteses do art. 46.Não é litisconsórcio obrigatório porque a situação do caso concreto em estudo não está especificada em lei.

c) Quais são os parâmetros que o magistrado deve levar em consideração para proferir sua decisão? Justifique.

Número de participantes no pólo ativo,celeridade da decisão ,trata-se de Direito do Consumidor no qual a parte mais fraca é sempre o cliente,os fatos narrados por si sono caso concreto em estudo é base para confirmação da demanda de todos que estão no pólo ativo. O juiz pode aderir ao pedido do réu não porque o réu tem razão mas porque a lei assim estipula o desmembramento do processo para melhor análise da situação de caso caso ocorrido no Shopping Center.

2ª QUESTÃO. Sobre o litisconsórcio unitário é correto afirmar:

a) somente forma-se no pólo ativo do processo;

b) pode somente formar-se no pólo passivo da relação processual;

c) ele é sempre obrigatório, quanto à sua formação.

d) resulta da impossibilidade de cisão da relação jurídica de direito material entre as partes em litisconsórcio.

























DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 5






1ª QUESTÃO. Flávio promove ação de conhecimento em face de Luciano para reivindicar o imóvel que se encontra em poder do réu, juntando comprovante da titularidade do domínio. Citado, o réu oferece contestação alegando que adquiriu o imóvel de Leonardo, conforme escritura pública de compra e venda, devidamente registrada no Registro Imobiliário.

Indaga-se:

a) O réu pode utilizar de qual das modalidades de intervenção de terceiro. Fundamente a resposta.

As modalidades de intervenção estão previstas no CPC (art.50 a 80). São elas:

1- Assistência (Simples e Litisconsorcial)

2- Oposição

3- Nomeação a Autoria

4- Denunciação da lide

5- Chamamento ao Processo

No caso em estudo a modalidade de intervenção de terceiro é a Denunciação da Lide: é o ato pelo qual uma das partes denuncia a terceiro a existência de uma lide, para buscar seu direito de regresso. Ocorre exclusivamente dentre as três hipóteses do art. 70 do CPC.

O inciso I trata da hipótese do adquirente que tem o direito de denunciar a lide ao alienante, tendo em vista que este é responsável pelos prejuízos causados aquele. (evicto - art. 447 do Código Civil).

O inciso II trata da denunciação pelo possuidor direito ao proprietário ou possuidor indireto, quando a posse daquele for ameaçada.

O inciso III trata de denunciação do garante. Aquele que por lei ou por estipulação contratual a indenizar em ação regressiva, o prejuízo de quem perder a demanda.





b) Essa modalidade de intervenção de terceiro é obrigatória? Justifique

Em suma, ao tratar da obrigatoriedade da denunciação da lide, recorre-se ao texto do Art. 70, no qual estabelece: “A denunciação da lide é obrigatória”:

I - ao alienante, na ação em que terceiro reivindica a coisa, cujo domínio foi transferido à parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evicção Ihe resulta;

II - ao proprietário ou ao possuidor indireto quando, por força de obrigação ou direito, em casos como o do usufrutuário, do credor pignoratício, do locatário, o réu, citado em nome próprio, exerça a posse direta da coisa demandada;

III - àquele que estiver obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo do que perder a demanda.

Casos de não cabimento da denunciação da lide:

Segundo Theodoro, em regra, a denunciação da lide é prevista para todas as causas do processo de conhecimento, independente da natureza do direito material e do procedimento da ação. Porém, ressalva-se fato previsto no art. 280, sobre casos submetidos a procedimento sumário, exceto quando este é fundado sob contrato de seguro, conforme alteração da lei nº 10.444 de 07/05/2002. Pode-se falar em não cabimento da denunciação da lide também em ações de reparação de danos decorrentes de relação de consumo.



d) O réu não utilizando essa modalidade de intervenção de terceiro perde o seu direito? Justifique.

Sim, porque seu caso exige denúncia por se tratar de bens imóveis.

2ª QUESTÃO. Sobre o assistência (art. 50 do CPC) podemos afirmar que:

a) Ocorre quando houver imposição legal;

b) É facultativo daquele que está fora do processo, ainda que não tenha interesse jurídico;

c) É obrigatório nas ações reais imobiliárias;

d) É prevista na forma simples e litisconsorcial.









DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 6






1a Questão.

Marcos promove demanda indenizatória em face de Pedro pleiteando a condenação deste no ressarcimento de danos materiais e morais oriundos de ato ilícito. Logo após determinar a citação do demandado, o Juiz decide sem qualquer fundamentação pela manifestação do MP, antes de cumprida a diligência citatória.

INDAGA-SE:

a) Pode o Juiz praticar atos sem qualquer fundamentação legal? Justifique.

Sim , o juiz pode expedir um despacho sem fundamentar.

b) Quais são os atos praticados pelo Juiz? Justifique.

Art. 162. Os atos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos. O juiz deve realizar todos os passos relativos a sua função.

c) É cabível a manifestação neste caso? Justifique.

Não é caso do MP atuar como fiscal da lei. Ver artigo 82

2a Questão.

Assinale a alternativa correta em relação ao Ministério Público:

a) Havendo interesse de menores relativamente incapazes, a falta de intervenção do Ministério Público anulará o processo se não tiverem sido regularmente assistidos por seus representantes legais.

b) A falta de intervenção do Ministério Público não acarreta nulidade do processo, se os menores envolvidos na causa saírem vitoriosos.

c) Não se decreta a nulidade do processo por falta de intervenção do Ministério Público quando as partes não informaram ao Juízo a existência de menores interessados na causa

d) Se o Ministério Público não recorre contra a sentença desfavorável aos interesses dos menores a quem devia defender, o processo fica eivado de nulidade passível de correção por ação rescisória.

e) Nenhuma das alternativas acima.







DIREITO PROCESSUAL CIVIL WEBAULA 7




1ª Questão. José promove ação de conhecimento, pelo procedimento ordinário, em face de João para postular a condenação do réu a pagar a quantia de R$ 45.000 (quarenta e cinco mil reais. O réu citado oferece contestação alegando que o pagamento já foi feito, pelo que o pedido do autor deve ser julgado improcedente.

Indaga-se: Qual o prazo para o oferecimento da contestação? Fundamente a resposta.

O prazo para oferecimento da contestação, como da reconvenção e das exceções, é de 15 (quinze) dias (art. 297 do CPC). Esse prazo de 15 (quinze) dias) se aplica, obviamente, ao procedimento ordinário. No procedimento sumário a resposta do réu é oferecida na audiência de conciliação, instrução e julgamento, se não obtida a conciliação (art.278 do CPC). Nos procedimentos especiais de jurisdição contenciosa, o prazo para a resposta pode ser de 05 (cinco), como se dá na ação de depósito (art. 902 , caput, do CPC), ou de 20 dias na ação demarcatória (art. 954 do CPC). Nesses procedimentos especiais os prazos foram reduzidos ou majorados pelo legislador em razão das peculiaridades do direito material.

a) O prazo pra oferecimento da contestação é dilatório ou peremptório? Justifique.

Peremptória : Seu acolhimento importa na extinção do processo . Exemplos: inépcia da inicial, litispendência e coisa julgada.- Dilatória: Seu acolhimento não extingue a ação , ao contrario , amplia ação, até ser superado o impasse. Exemplos: argüição de nulidade de citação, deficiência de representação, incompetência relativa do juízo - caso o vicio apontado não seja saneado, essa defesa assume o caráter peremptório, extinguindo –se o processo sem exame do mérito.No caso, o prazo é dilatório.

b) A contestação em qualquer procedimento deve ser feita por escrito? Justifique.

A CONTESTAÇÃO SERÁ ORAL OU ESCRITA NA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO, NO PROCEDIMENTO PREVISTO NOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS, SEGUNDO O ART. 30 DA LEI N. 9.099/95

2ª Questão. Sobre a classificação dos atos processuais, levando em consideração o sujeito do ato processual, é correto afirmar:

a) são solenes e não solenes;

b) são atos do juiz, das partes e por seus auxiliares;

c) escritos ou orais;

d) peremptórios e dilatórios







WEBAULA 8 PROCESSO CIVIL









1ª Questão.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento a um recurso de apelação e na mesma ocasião concedeu um prazo de 72 horas para que o advogado da recorrente, subscritor da apelação, anexasse aos autos instrumento regular de procuração para a regularização da representação processual. Esta determinação, emitida em de 10 de agosto, somente foi cumprida pelo causídico e, 25 de agosto. Pergunta-se: a inobservância do prazo de 72 horas concedido para a regularização deve conduzir a invalidade do recurso de apelação? Fundamente.

Sim, porque o juiz pode fixar prazos.

O prazo processual nada mais é que o espaço de tempo em que algum ato processual deva ser praticado.

Existem o termo inicial (dies a quo), quando começa o direito da parte de praticar o ato (intimação), e o final (dies ad quem), quando encerra o prazo desse direito.

A maior parte dos prazos está no CPC. Quando houver omissão na lei, o juiz deve estabelecê-lo.

Há divisão dos prazos quanto aos agentes. Prazos próprios são aqueles fixados para as partes cumprirem. Enquanto os impróprios são os estabelecidos para os juízes e seus auxiliares. No entanto, no último, o descumprimento no tempo determinado não trará efeito processual.

O prazo para as partes pode ser comum ou particular. Quando comum, ambos os litigantes terão aquele tempo para se manifestar. Se for particular, somente um deles.

Quanto à classificação, os prazos podem ser:

- legais: se fixados na própria lei;

- judiciais: quando marcados pelo juiz; e

- convencionais: quando acordados entre as partes.

Acerca da natureza dos prazos, podemos considerá-los:

- dilatórios: quando admite ampliação do prazo pelo juiz ou redução ou ampliação por convenção das partes. Nestes casos, a alteração do prazo só terá validade se requerida antes do término do prazo, se fundar em motivo legítimo e houver aprovação pelo juiz;

- peremptórios: não há possibilidade de alteração do prazo. Porém, o código admite exceção para o juiz dilatar quando seja difícil o transporte na comarca ou tenha ocorrido caso de calamidade pública.Artigo 184.

Quando nem a lei nem o juiz fixar prazo para o ato processual, será de cinco dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte (art.185). É possível a renúncia, pela parte, de prazo estabelecido exclusivamente em seu favor (art. 186)







2ª Questão. OAB/CESPE. 1º Semestre de 2009.

Assinale a opção correta a respeito dos atos processuais.

a) O prazo estabelecido pelo juiz é interrompido nos feriados.

b) O prazo para oferecimento da contestação, em comarca de fácil transporte, poderá ser prorrogado, desde que autor e réu, de comum acordo, o requeiram, antes do vencimento do prazo.

c) Caso tenha sido realizada a citação do réu durante as férias forenses, o prazo para se contestar a ação só começará a correr no primeiro dia útil seguinte às férias.

d) A citação somente pode ser realizada em dias úteis.

































WEBAULA 9 PROCESSO CIVIL




1a Questão.

Gustavo propõe ação pelo procedimento comum ordinário perante o juízo da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro. Na petição inicial, pleiteia revisão de valores recebidos do INSS a título de benefício previdenciário de aposentadoria, de valor superior a 60 salários mínimos, somados os atrasados. Citado, o réu oferece contestação no prazo legal. No curso do processo veio a notícia da morte do autor da ação. O juiz, diante do fato, extingue o processo sem resolução do mérito.

Indaga-se:

a) Foi correta a decisão do juiz? Fundamente a resposta.

Sim,com base no artigo 227.CPC, Neste caso, poderá sim ocorrer a extinção, pelo juiz, do processo sem resolução de mérito, independentemente de provocação do demandado. Portanto, o juiz extinguirá de ofício, devendo, se for o caso, intimar a parte autora sobre tal possibilidade. Assim, por exemplo, ficando o autor responsável pelo recolhimento das custas de expedição do mandado de intimação das testemunhas por ele arroladas, não cumprindo o Demandante com tal obrigação, o juiz poderá intimá-lo para fazer, sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito, fixando prazo para tanto. Permanecendo inerte o autor, o juiz procederá à extinção da ação sem que para tanto seja necessário o requerimento do demandado.

b) Trata-se de ato ou fato processual? Justifique.

Fato processual ou Fato jurídico ou fato jurídico natural, portanto, é o acontecimento que cria,modifica ou extingue uma situação jurídica. Isto em virtude da projeção dos seus efeitos no campo do Direito.



2a Questão.

É correto afirmar que não é causa de suspensão no processo civil:

a) Ocorrência de motivo de força maior.

b) Existência de convenção de arbitragem

c) Perda da capacidade processual da parte

d) Oferecimento da exceção de suspeição.













WEBAULA 10




1a Questão:

O advogado de Arthur se esqueceu de requerer a gratuidade de justiça e formular o pedido certo e determinado na petição inicial de uma ação indenizatória proposta em face de Marcos. O Juiz ao perceber os erros, indefere de plano a referida petição. Com base no referido caso:

INDAGA-SE:

a) Está correta a decisão do Juiz? Justifique.

Não, isso não é caso de indeferimento de liminar.Tal situação pode ser consertada, emendada.

Art. 295 - A petição inicial será indeferida

I - quando for inepta;

Parágrafo único - Considera-se inepta a petição inicial quando:

I - lhe faltar pedido ou causa de pedir;



b) Qual a conseqüência jurídica processual do indeferimento de uma petição inicial? Justifique.



Conforme Art. 267, I processo será extinto sem resolução de mérito.



c) É possível o juiz indeferir a inicial proferindo sentença de mérito? Fundamente.



Cada petição inicial tem os seus requisitos e caso e se não for questinada pelas partes gera coisa julgada formal.





Vejamos os contornos da nova sistemática introduzida na lei processual. Em primeiro lugar, continua valendo a assertiva de que o juiz, ao avaliar a petição inicial, somente poderá enfrentar questão relacionada ao seu mérito após certificar-se do preenchimento dos pressupostos para constituição e desenvolvimento válido e regular do processo (art. 267, IV) e do correto exercício do direito de ação (art. 267, VI).Ou seja, constatada, por exemplo, a incompetência absoluta do juízo, cabe-lhe tão-somente declinar da competência, sem exame de qualquer outra questão a respeito daquela demanda.Ainda, se o juiz perceber que o autor não ostenta legitimidade para a causa, somente poderá indeferir a petição inicial nos termos do artigo 295, II do CPC, sem adentrar no exame da matéria de mérito. Verificada a viabilidade do prosseguimento da ação,então caberá ao juiz, ainda, analisar se é possível o pronto julgamento de mérito, rejeitando a pretensão deduzida pelo autor.Até a introdução da regra legal sob comento, a única hipótese em que poderia o juiz resolver de plano o mérito da causa seria aquela em que apurasse o decurso de prazo decadencial (art. 295, IV). Assim porque, sendo a decadência apreciável de ofício, não dependeria o juiz da iniciativa da parte adversa para enfrentar a questão. E aferindo a consumação do prazo decadencial, no exame da petição inicial, ao invés de determinar a citação do réu, já deveria o juiz proferir sentença de mérito, pondo termo ao processo bem ao início de sua constituição (2). O mesmo não ocorreria com a prescrição a despeito da referência ao artigo 219, § 5º, diante da natureza patrimonial dos direitos cuja exigibilidade esteja sujeita à prescrição. Vale observar, no entanto, a alteração dessa regra, por força da Lei 11.280/2006, passando a estabelecer, no § 5º do artigo 219, que o juiz pronunciará, de ofício, a prescrição (3). A partir de então, sendo possível ao juiz o exame de ofício da prescrição, ao lado da decadência, em qualquer das duas hipóteses poderá julgar de plano o mérito da causa, ainda que após apreciar a petição inicial.





2a Questão.

Indique a alternativa correta em relação à sentença com resolução de mérito

a) quando o juiz reconhece a ilegitimidade de parte;

b) nos caso de falta de interesse processual do autor da ação;

c) por falta de capacidade de ser parte;

d) quando julga procedente o pedido do autor.





















WEBAULA 11 PROCESSO CIVIL






1a Questão.

Augusto demanda em face de Paulo, em razão de acidente automobilístico ocorrido com os veículos em uma importante avenida da cidade onde residem. O advogado de Augusto pretende utilizar o procedimento comum sumário, com que não concorda o cliente, insistindo pelo uso do procedimento comum ordinário, por entender ser mais seguro e porque assegura a plenitude de defesa, conforme orientou seu primo Manolo, estudante do 5º período de direito.

INDAGA-SE:

a) Está correta a posição do advogado de Augusto? Justifique.

Sim de acordo com Art. 275, I, “d”.Isso é uma hipótese de rito sumário.Não há como escolher coisa diferente.

b) Qual a diferença entre processo e procedimento? Justifique.



O processo passou então a ser o meio, o instrumento através do qual se obtém a prestação jurisdicional, o caminho formado por atos processuais que obedecem a uma regra e que vão culminar em uma sentença.No processo temos o conhecimento, a cautela e a execução Já o procedimento, o rito- configurou-se como o modo em que se executam estes atos processuais.É onde o processo de desenvolve.



2a Questão.

As ações previstas pela Lei de Locações – Lei 8.245/91 obedecem:

a) ao rito especial e sumário.

b) ao rito sumário.

c) às regras do CPC, pelo princípio da especialidade.

d) às regras do CPC, em caráter subsidiário, uma vez que tem procedimento especial previsto na própria lei.















WEBAULA 12 PROCESSO CIVIL












1a Questão. Jair promove ação de conhecimento em face de Mário para postular o cumprimento de uma obrigação de fazer, construção de uma casa de caseiro em seu sítio. Postula o autor, com base no relevante fundamento da defesa, prova cabal do descumprimento contratual do réu, em razão de documentação juntada com a inicial e o receio de ineficácia do provimento final, a concessão da tutela liminarmente ou mediante justificação prévia em audiência especial.Indaga-se:

Trata-se de que tutela de urgência? Justifique.

Sim, porque as tutelas de urgência são requeridas a partir do momento em que é verificado riscos de que a tutela jurisdicional não se possa ser efetivada a tempo, podendo causar graves danos a parte. A partir dela é que são requeridas medidas para garantir a execução do processo ou antecipar os efeitos da decisão final.Hoje em nosso sistema jurídico temos no bojo da tutela de urgência a tutela antecipada e a tutela cautelar, sendo a primeira, o meio pelo qual se requer que se concedida à parte a tutela que o juiz daria ao final do processo, devendo ser demonstrado a verossimilhança das alegações e ainda demonstrar que caso não seja concedida de imediato poderá causar dano grave ou de difícil reparação.O artigo 273 do Código de Processo Civil afirmar em seu dispositivo:Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e:

I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação;

II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu.

2a Questão.

É correto afirmar em relação a cautelar:

a) trata-se de tutela de evidência;

b) trata-se de tutela inibitória;

c) tem natureza de tutela antecipatória do mérito

d) tem natureza de tutela de urgência, mas visa restabelecer o equilíbrio nas relações jurídicas entre as partes ou a sua manutenção.




WEBAULAS 13 PROCESSO CIVIL









1ª QUESTÃO

Gilvásio está preparando uma petição inicial e está em dúvida sobre os seus elementos (o CPC fala incorretamente em requisitos), principalmente no tocante à necessidade de indicar a qualificação das partes e valor da causa, entendendo que seria desnecessário apontar tais requisitos, pois nos documentos acostados constariam tais dados

INDAGA-SE

a) Está correto o pensamento de Gilvásio ? Qual o fundamento legal dos requisitos da petição inicial? Justifique-as.



Não. Ele está equivocado.O fundamento legal está no artigo 282.A petição inicial é um ato processual, utilizado pelo autor do processo para exercer o seu direito de ação, a partir daí podemos deduzir que a petição inicial é um instrumento por meio do qual o autor exerce seu direito de ação, levando fatos ao conhecimento do estado juiz e vai formular um pedido e esse pedido ao ser apreciado pelo magistrado, vai ser declarado na forma do reconhecimento do direito.

Os elementos que não devem faltar na petição de Gilvásio são:







O fundamento legal dos requisitos da petição inicial estão no artigo abaixo:

Art. 282. A petição inicial indicará:



I - o juiz ou tribunal, a que é dirigida;



II - os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu;



III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;



IV - o pedido, com as suas especificações;



V - o valor da causa;



VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;



VII - o requerimento para a citação do réu.

b) O valor da causa diz respeito ao valor econômico da pretensão material? Justifique.



Na maioria das vezes sim.O valor da causa reflete aquilo que vc quer ter.Artigo 259



Art. 258. A toda causa será atribuído um valor certo, ainda que não tenha conteúdo econômico imediato.

Valor da causa é a sua apreciação ou equivalência monetária (Antonio Pereira Braga, Exegese do Código de Processo Civil, São Paulo, Max Limonad, 4º v., s/d, p. 12). No dizer de Hélio Tornaghi, "por valor da causa deve entender-se o quantum, em dinheiro, correspondente ao que o autor pede do réu. Trata-se, portanto, de valor econômico ou, melhor ainda, financeiro. É a estimativa em dinheiro" (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., São Paulo, Revista dos Tribunais, 2º v., 1978, p. 256). No direito positivo, é como determina o CPC, no art. 258. Em sentido processual, valor da ação, valor da causa, ou valor do pedido, têm igual significação. Entende-se a soma pecuniária, que representa o valor do pedido, ou da pretensão do autor, manifestada em sua petição. “Value of matter in controversy” é a locução inglesa que denomina o valor da causa.



2ª QUESTÃO

Aponta a alternativa correta em relação aos elementos da petição inicial:

a) juiz ou tribunal competente.

b) fatos e fundamentos do pedido.

c) dados de qualificação das partes.

d) todas as respostas acima.













WEBAULA 14 PROCESSO CIVIL



1ª Questão.




Um determinado Juiz ao apreciar uma petição inicial afirma que a mesma é inepta por não ser possível pela narrativa dos fatos chegar a uma conclusão sobre os mesmos e, que por tal razão, o processo deve ser extinto sem resolução do mérito com base no art. 267, I do CPC.

INDAGA-SE:

a) Está correta a linha de raciocínio do Juiz?

Sim. O indeferimento da petição inicial ocorre nas hipóteses previstas no art. 295 do Código de Processo Civil, gerando uma frustração em relação ao autor, que assistirá ao desate da ação fora do seu tempo esperado. Contudo, esse desfecho abreviado da ação justificasse pela impossibilidade do aproveitamento da petição inicial, por vir desacompanhada de uma condição da ação ou de um pressuposto processual, também admitindo se o indeferimento nas hipóteses relativas à decadência ou prescrição.O indeferimento ocorrerá, nos termos em dispõe o art. 295, nas seguintes hipóteses:

a) Quando a petição inicial for inepta : Inépcia da inicial é a incapacidade de produzir resultados (não apta) quando:

-Não contiver pedido ou causa de pedir

-Da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão

-O pedido for juridicamente impossível

-Contiver pedidos incompatíveis entre si.



b) Por ilegitimidade de parte.

c) Quando faltar interesse processual.

d) Se for verificável, desde logo, a ocorrência da decadência ou prescrição.Esses institutos têm o condão de impedir que a relação processual vá adiante, por retirar, de plano, a possibilidade de atuação jurisdicional sobre o caso.

d) Se não for adequado o procedimento escolhido.Essa causa de indeferimento tem sido largamente abrandada pela jurisprudência, pelo

entendimento de ser lícito ao juiz determinar, via Emenda, as alterações que se fizerem necessárias para a correta adequação do rito.

e) Quando não constar o endereço do advogado (art. 39 CPC) ou quando

o autor não cumprir com a determinação de emenda (art. 284 CPC







b) Existe diferença entre indeferimento e inépcia da petição inicial?

Inépcia é uma das hipótese de indeferimento.No indeferimento há ilegitimidade das partes e falta de interesse processual. Petição inicial inepta é a que é considerada não apta a produzir efeitos juridicos, por vícios que a tornam confusa, contraditória, absurda, incoerente; ou por lhe faltarem os requisitos exigidos pela lei, nao se apoiar em direito expresso ou por não se aplicar à espécie o fundamento invocado. A inépcia enseja a preclusão e proíbe-se de levar adiante a ação.

Exemplo do uso da palavra Inépcia: Numa ação de despejo por falta de pagamento exige-se do autor o cálculo dos valores atrasados sob pena de inépcia da inicial.

Ao receber a petição inicial, o juiz irá examinar se ela atende a todos os requisitos da lei. Se faltar qualquer um deles ou se a petição estiver insuficientemente instruída, o juiz apontará a falta e dará o prazo de 10 dias para que o autor a emende ou a complete (art. 284/CPC).

Vindo a emenda ou sendo completada a inicial, o juiz ordenará a citação (art. 285/CPC), caso contrário a inicial é indeferida.

Deve-se atentar inclusive, para o novo dispositivo estabelecido pela lei 11.277/06 que inclui o artigo 285-A e §§: " Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.

§ 1° Se o autor apelar, é facultado ao juiz decidir, no prazo de 5 (cinco) dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento da ação.

§ 2° Caso seja mantida a sentença, será ordenada a citação do réu para responder ao recurso".





O indeferimento pode ocorrer por:





a) inépcia: reconhecimento de que a petição inicial não tem aptidão para obter a prestação jurisdicional reclamada em razão de ocorrer uma das hipóteses do art. 295/CPC.



b) prescrição de direito patrimonial: art. 295, II a IV/CPC.



c) falta de um dos requisitos da lei e pela petição não ter sido emendada no prazo de 10 dias.



d) estar insuficientemente instruída e não ter sido completada no prazo de 10 dias.



Indeferida a petição, põe-se fim à relação processual (art. 162, 513 e 296/CPC), mas o autor pode apelar em 15 dias (art. 508/CPC) e o juiz pode reformar sua decisão, senão o fizer, manterá o indeferimento e encaminhará os autos ao tribunal (art. 296, par. único/CPC).







2ª Questão.

É correto afirmar que ocorre inépcia da petição inicial quando:

a) A parte for ilegítima.

b) O tipo de procedimento escolhido não for compatível com a natureza da causa.

c) Houver defeito de representação processual

d) Contiver pedidos incompatíveis entre si.





































WEBAULA 15 PROCESSO CIVIL






1ª Questão.

João lhe procura para defesa de seus direitos em Juízo. Informa que pretende demandar em face de Rômulo, amigo de longa data que não honrou uma dívida de R$ 55.000,00(valor já atualizado aos dias de hoje). Como João é ainda estudante de direito, ele pergunta como seria elaborada a petição inicial, especialmente no item do “pedido”, pois ainda não estudou tema na faculdade. Informa ainda que Rômulo ainda não devolveu um videogame ATARI que foi emprestado ano passado e se poderia pedir a devolução na mesma demanda.

Indaga-se:

a) O pedido a ser formulado no caso da cobrança dos R$ 55.000,00 é condenatório, declaratório ou constitutivo? Justifique a resposta.

O pedido é condenatório porque Rômulo está devendo 55.000 e um videogame Atari

b) É possível cumular o pedido de cobrança de R$ 55.000,00 com o pedido de devolução do videogame ATARI? Qual o fundamento legal? Justifique.

Pode.É o mesmo réu.Não há procedimento diferente.Pode-se nesse caso haver acúmulo de pedidos.

c) Qual a relação existente entre o art. 189 do Código Civil e o art. 286 e seguintes do CPC? Justifique.

O artigo 189 do CPC cuida dos prazos para os atos do juiz e o artigo 286 se refere ao pedido que constitui o objeto da demanda, vale dizer, é a solução que o autor pretende obter para a satisfação de sua pretensão processual. O juiz no artigo 189 tem data para expedir despachos e decisões e no artigo 286 há a questão do pedidos.O 189 fala de atos do juiz e o do 286 de atos do agente.



d) Seria possível alguma medida de urgência no presente caso? Justifique.

Poderia haver uma tutela antecipada em dinheiro e isso exige caução.É muito difícil liminar para entrega de dinheiro pois o autor teria que dar caução da coisa que ela mesma teria que pagar.Há dificuldade de tutela antecipada em soma de dinheiro.O autor teria que levantar caução pois ele tem sentença e não liminar.O autor teria que dar 55.000 para levantar 55.000









2ª Questão. Na cumulação sucessiva de pedidos, é correto afirmar:

a) os pedidos são independentes entre si;

b) o segundo pedido é subsidiário do primeiro;

c) há entre os pedidos relação de prejudicialidade, tanto que o segundo pedido só poderá ser atendido se o primeiro for acolhido pelo juiz;

d) há alternatividade quando ao cumprimento da obrigação pelo réu.






























WEBAULA 16 PROCESSO CIVIL




1ª QUESTÃO – Banco Carioca promove ação de conhecimento em face do Tiago, fiador de Emanuel, para postular a cobrança de crédito constante do contrato de mútuo, no valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais). Citado, o réu oferece contestação no prazo legal e, ainda, postula a denunciação da lide do afiançado, visando desde logo obter o título executivo caso seja condenado e efetue o pagamento.

Indaga-se:

a) Tiago escolheu corretamente a modalidade de intervenção de terceiro prevista no CPC? Justifique.

Não , ele não escolheu.

Art. 834. Quando o credor, sem justa causa, demorar a execução iniciada contra o devedor, poderá o fiador promover-lhe o andamento.

Nos contratos de mútuo, a fiança geralmente abrange o valor da dívida e os demais consectários como multa, juros, correção monetária etc.



A denunciação da lide, o chamamento ao processo, a oposição e a nomeação à autoria não sejam cabíveis na execução civil, admite-se outras formas de intervenção de terceiros que lhe são próprias, como as que estão previstas nos arts. 615, II, 626, 634, 655, § 2º, 685-A, § 2º e 698 do CPC.Além delas, admitimos ser cabível a assistência em tal atividade processual. Neste passo, o art. 834 do Código Civil tipifica uma hipótese de assistência simples em que o fiador intervirá no processo para auxiliar o credor a sair vitorioso na execução movida em face do devedor.Com efeito, o mencionado dispositivo legal não tipifica uma situação de legitimidade ordinária derivada, já que o ingresso do garante não se dá após a sub-rogação, como prevê o art. 567, III, do CPC. Desta maneira, ele não está litigando por direito seu, mas do credor, que figura como exeqüente.

O fiador possui relação jurídica direta com o assistido (exeqüente), e não com a parte adversa (executado), enquadrando-se no regramento da assistência simples. Nos termos do art. 820 do Código Civil, a fiança é um negócio acessório, celebrado diretamente entre o fiador e o credor, não precisando de anuência do afiançado (devedor).

b) O que forma no pólo passivo entre o devedor principal e o fiador? Justifique.



É possível a exclusão dos fiadores do polo passivo da execução, por conta de transação entre credor e devedor feita sem a anuência daqueles, quando houve, ainda, prorrogação do prazo para pagamento do débito. O entendimento é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que seguiu integralmente o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão.



No caso, houve transação entre o banco e o devedor sem anuência dos fiadores, com dilação de prazo para pagamento da dívida (moratória). Proposta a ação, a execução recaiu sobre o devedor e os fiadores.











2ª QUESTÃO – João promove ação de despejo por falta de pagamento em face de Mauro. Citado, o réu oferece contestação alegando que se encontra com os compromissos em dia, pelo que o pedido deve ser julgado improcedente. Arnaldo, sublocatário, postula através petição o seu ingresso nos autos, alegando que tem interesse na lide, pois que o julgamento de improcedência do pedido do autor o manterá no imóvel, que ocupa por mais de 05 anos.

Indique a alternativa correta em relação à modalidade de intervenção a ser exercida pelo sublocatário:

a) o ingresso deve ser através a nomeação à autoria;

b) o ingresso deve ser através da assistência litisconsorcial

c) a modalidade correta é a assistência.

d) a modalidade a ser escolhida é a oposição.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Constitucional III Casos concretos 1 ao 15

AULA – 1 

 Questão discursiva: A Constituição de determinado Estado nacional, ao dispor sobre o catálogo de direitos fundamentais do cidadão comum, estabelece que a proteção constitucional se dará apenas aos direitos e garantias individuais perante a intromissão indevida do Estado. Trata-se, portanto, de uma Constituição meramente negativa e absenteísta, que privilegia o caráter absoluto da propriedade privada, da autonomia da vontade, da igualdade formal e de outros direitos e garantias fundamentais focados na proteção do homem em face do poder do Estado. Além disso, a referida Constituição foi positivada em um documento escrito que sistematiza os princípios e ideias dominantes da atual teoria política e do direito dominante no tempo presente. E mais: apesar de concebida pelo grande líder carismático que governa o País há oito anos, o texto constitucional foi submetido à ratificação popular por intermédio de um referendo, cujo resultou foi amplamente favorável às ideias do governante detentor do poder. Diante deste quadro, indaga-se: a) É correto associar tais características ao modelo de constituição-compromissória, próprio do constitucionalismo brasileiro? Justifique sua resposta. 

 R: Não, a constituição do caso concreto é uma constituição de garantia, liberal de caráter negativa, que somente se limita a delinear o exercício do poder do Estado e consagrar direitos fundamentais de 1ª geração.
 b) É correto afirmar que a Constituição em comento é democrática porque, muito embora tenha sido concebida pelo líder carismático, foi submetida à ratificação do voto popular? Justifique sua resposta. 
 R: Não, Essa constituição do critério de origem é classificada como Cesarista ou Bonapartistas, pois a suposta participação popular não é hábil a considerar que a referida carta seja fruto do consenso.
 c) Qual seria a classificação da Constituição em tela quanto ao modo de elaboração? Justifique sua resposta.
 R: Quanto ao modo de elaboração esta constituição é classificada como dogmática pois concebida em uma única vez e espelha a ideologia politica daquele momento

 Questão objetiva 

(fonte: VUNESPE - 2009 - TJMT - Concurso para o ingresso na Magistratura - Adaptada) Aponte a alternativa que corresponde aos respectivos autores ou defensores das seguintes ideias ou teorias do direito constitucional: conceito jurídico de constituição; poder constituinte; poder moderador; e Constituição como mera folha de papel.

 (A) Ferdinand Lassale; Konrad Hesse; D. Pedro I; e Montesquieu. 
 (B) Konrad Hesse; Ferdinand Lassale; Rui Barbosa; e Rudolf Von Ihering.
 (C) Hans Kelsen; Emmanuel J Sieyès; Benjamin Constant;e John Marshal. 
 (D) Carl Schimidtt; Ferdinand Lassale; Clóvis Bevilaqua; e Immanuel Kant.
( X ) (E) Hans Kelsen; Emmanuel J. Sieyès; Benjamin Constant; e Ferdinand Lassale. 
 Objetiva é a letra ( E )


 AULA – 2 

 Questão discursiva: (FONTE: ENADE – 2009 – Adaptada) Sobre a implantação de “políticas afirmativas” relacionadas à adoção de “sistemas de cotas” por meio de Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional, leia o texto a seguir: Desde a última quinta-feira, quando um grupo de intelectuais entregou ao Congresso Nacional um manifesto contrário à adoção de cotas raciais no Brasil, a polêmica foi reacesa. (...) O diretor executivo da Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), frei David Raimundo dos Santos, acredita que hoje o quadro do país é injusto com os negros e defende a adoção do sistema de cotas. Analisando o texto sobre o sistema de cotas “raciais” no âmbito da evolução social do Estado, responda JUSTIFICADAMENTE, se a posição defendida pelo diretor executivo da Educafro é absolutamente compatível com as expressões Estado liberal de Direito e Igualdade Material? 

R: Não, é compatível com a igualdade material portanto com o Estado Social de Direito e não com o estado liberal de direito, pois neste somente se contava com a igualdade formal onde o paradigma é de um Estado mínimo e não do estado máximo, e o da não intervenção e não da intervenção do individualismo e não da proteção dos menos desfavorecidos autonomia privada e proteção dos direitos civis e políticos ou seja completamente diferente do Estado Social onde o paradigma é Estado máximo, proteção dos menos favorecidos e consagração dos direitos fundamentais de 1ª e 2ª geração. 

 Questão objetiva:

 Analise as assertivas abaixo sobre o constitucionalismo ocidental e assinale a resposta CORRETA: I. Plasmada em concepção negativista e minimalista do Estado, o constitucionalismo welfarista se atrela apenas ao catálogo de direitos de participação política e aos círculos de liberdades do indivíduo perante o Estado. II. O paradigma constitucional do Estado Liberal de Direito ganha nova vida jurídica ao inovar o regime de proteção dos direitos fundamentais, seja pelo reconhecimento da igualdade material ou real, seja pela intervenção estatal nas relações privadas para garantir a proteção dos hipossuficientes. X a) as duas assertivas são falsas; b) a assertiva I é verdadeira e a assertiva II é falsa; c) ambas assertivas são verdadeiras; d) a assertiva I é falsa e a assertiva II é verdadeira. e) a assertiva I é verdadeira e justifica a assertiva II. Objetiva é a letra A 

 AULA – 3

 Questão discursiva: Definindo o conceito de neoconstitucionalismo, Luís Roberto Barroso assim se manifestou: A dogmática jurídica brasileira sofreu, nos últimos anos, o impacto de um conjunto novo e denso de ideias, identificadas sob o rotulo genérico de pós-positivismo ou principialismo. Trata-se de um esforço de superação do legalismo estrito, característico do positivismo normativista, sem recorrer às categorias metafísicas do jusnaturalismo. Nele se incluem a atribuição de normatividade aos princípios e a definição de suas relações com valores e regras; a reabilitação da argumentação jurídica; a formação de uma nova hermenêutica constitucional; e o desenvolvimento de uma teoria dos direitos fundamentais edificada sob a idéia de dignidade da pessoa humana. Nesse ambiente, promove-se uma reaproximação entre o Direito e a Ética. A partir da leitura do texto, INDAGA-SE:

 a) O neoconstitucionalismo busca valorizar a aplicação axiológica do direito? 

 R: Sim, permeado pelo marco filosófico do pós-positivismo onde se busca uma aproximação entre direito, moral e ética e por isso valoriza o discurso axiológico que se desenvolve a partir da força normativa da Constituição e busca da vontade da Constituição

 b) Em caso de colisão de princípios constitucionais, é correto afirmar que a teoria neoconstitucional recorre aos critérios hermenêuticos da hierarquia, cronológico ou da especificidade?

 R: Não, essa teoria Neoconstitucional para a solução de conflitos de interesses constitucionais se pauta pela ponderação dos princípios. 

 Questão objetiva: 

 Com o ocaso do modelo positivista surge o novo Direito Constitucional voltado para a Moral e a Justiça. Este novo modelo foi nominado de neoconstitucionalismo e incorpora grandes transformações paradigmáticas na hermenêutica. Marque a única opção que não se coaduna com este modelo contemporâneo da interpretação constitucional: a) afastamento da aplicação axiomático-dedutiva do direito b) dignidade da pessoa humana como novo epicentro jurídico-constitucional do Estado de Direito c) garantia da efetividade dos princípios jurídicos (X) d) reconhecimento do direito como um sistema fechado de regras jurídicas e) reaproximação entre a ética e o direito Objetiva letra D 


 AULA – 4

 Questão discursiva: Decisão judicial pode assegurar direitos fundamentais que acarretem gastos orçamentários Em decisão unânime, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a possibilidade de determinação judicial assegurar a efetivação de direitos fundamentais, mesmo que impliquem custos ao orçamento do Executivo. A questão teve origem em ação civil pública do Ministério Público de Santa Catarina, para que o município de Criciúma garantisse o direito constitucional de crianças de zero a seis anos de idade serem atendidas em creches e pré-escolas. O recurso ao STJ foi impetrado pelo município catarinense contra decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). 

A partir da leitura do texto acima, analise os principais óbices que enfraquecem a efetividade dos direitos sociais no direito contemporâneo.



 R: O principial óbices é a defesa da reserva do possivel por entender direitos sociais não estão gravados pelo crivo da jus fundamentalidade afirmando que a implentação dos direitos sociais esta subordinada a ideia de justiça social e que justiça social se faz com recurso do Estado e assim seria necessario que o Estado em cumprimento de normas constitucionais de eficacia limitada esperasse verba por meio de lei orçamentaria e existencia efetiva de recursos para implementar eses direitos sociais, porém referida tese resta definitivamente afastada em razão de que os direitos sociais são direitos publicos, subjetivos que possuem carater prestacional o que indica imprenssidivel a atuação do estado para cumprimento de normas constitucionais suprema.



 Questão objetiva

 (fonte: Exame OAB ? CESPE - 2009): Associado à questão da aplicação dos direitos fundamentais de segunda dimensão é lícito afirmar que são direitos que têm sua efetividade afirmada segundo: A) A reserva do possível encontrada na dignidade da pessoa humana B) O mínimo existencial do Estado que o impossibilita de atender todas as demandas sociais prestacionais C) A reserva do possível do Estado que obriga o atendimento das demandas sociais independentemente de recursos orçamentários (X) D) O mínimo existencial encontrado na dignidade da pessoa humana E) A reserva do possível que não se relaciona aos recursos financeiros do Estado Objetiva é a letra D. 


AULA 5

 Questão discursiva: Uma jovem de 21 anos, portadora de uma grave patologia neurodegenerativa, necessita de um tratamento que pode prolongar sua expectativa de vida, bem como melhorar sensivelmente suas condições. O tratamento tem um custo de aproximadamente R$ 52.000,00 mensais, com o qual a família da jovem não possui condições de arcar. A Defensoria Pública ajuizou, então, uma ação visando obrigar a União Federal e o município onde a jovem reside a fornecerem o tratamento sem custos. Em contestação, os entes federativos alegaram, em síntese, que: (i) o alto custo do tratamento pode causar um grave abalo à economia e à saúde públicas; (ii) a decisão viola o princípio da separação de poderes e as normas e regulamentos do SUS (que não incluem tal medicamento na relação de tratamentos dispensados aos cidadãos gratuitamente), cabendo ao poder público estabelecer as diretrizes no campo das políticas públicas; (iii) ofensa ao sistema de repartição de competências, em face da inexistência de solidariedade entre os entes componentes do SUS. Com base na jurisprudência do STF, opine sobre a correta decisão do caso, fundamentadamente. 

Resposta: A tese de alto custo que torna a reserva do possível não pode prevalecer frente o mínimo existencial que toca o direito a saúde para a proteção da dignidade da pessoa humana. A decisão não viola o principio da separação dos poderes porque cabe ao judiciário o dever de cumprir força normativa em vontade constitucional, portanto o controle de política pública decorre da própria estrutura do texto constitucional. A responsabilidade é solidaria entre os entes da federação em razão de desdobramento da competência comum entre os entes para cuidar da saúde art. 23 inciso II. Deve-se observar se o medicamento pleiteado possue registro junto a ANVISA para se evitar medicamentos em fase de teste. 

 Questão objetiva 

 O descaso para com os problemas sociais, que veio a caracterizar o État Gendarme, associado às pressões decorrentes da industrialização em marcha, o impacto do crescimento demográfico e o agravamento das disparidades no interior da sociedade, tudo isso gerou novas reivindicações, impondo ao Estado um papel ativo na realização da justiça social. O ideal absenteísta do Estado liberal não respondia, satisfatoriamente, às exigências do momento. Uma nova compreensão do relacionamento Estado/sociedade levou os poderes públicos a assumir o dever de operar para que a sociedade lograsse superar as suas angústias estruturais. Daí o progressivo estabelecimento pelos Estados de seguros sociais variados, importando intervenção intensa na vida econômica e a orientação das ações estatais por objetivos de justiça social. Gilmar Ferreira Mendes et al. Curso de direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 223 (com adaptações). Esse texto caracteriza, em seu contexto histórico, a A) primeira geração de direitos fundamentais. B) segunda geração de direitos fundamentais. C) terceira geração de direitos fundamentais. D) quarta geração de direitos fundamentais. Letra B 

 Aula 6 

 Questão discursiva: (PROCURADOR FEDERAL /2004) - Responda, justificadamente, se a assertiva abaixo está certa ou errada: O sistema de seguridade social integra ações dos poderes públicos e da sociedade. Destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e á assistência social, esse sistema prevê que nenhum benefício ou serviço poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total, o que determina o seu caráter contributivo.

 R: A assertiva esta errada, a questão está quase toda correta, definindo corretamente a seguridade e determinando que nenhum beneficio poderá ser criado sem fonte de custeio, todavia, o caráter contributivo é restrito à previdência social. art 196 e 203 CF/88
 Questão objetiva

 (fonte: FCC - Analista MPU 2007) Analise as assertivas abaixo: I. O direito à saúde (artigo 196), o direito à educação (artigo 205) e o princípio da anterioridade tributária (art.150, III, b) são exemplos de direitos fundamentais do cidadão brasileiro. II. O ensino é livre à iniciativa privada, não sendo necessária autorização do Poder Público. III. Por gozarem de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, as universidades públicas não estão sujeitas ao controle do tribunal de contas. IV. É correto afirmar que as normas constitucionais a respeito da seguridade social não asseguram o direito público subjetivo à educação fundamental. De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, somente é correto o que se afirma em: a) I e II. b) I e IV. c) II e III. d) II e IV. e) III e IV. Letra B


AULA 7


Questão objetiva

(Questão 62 - Exame 29 - OAB-RJ) - O princípio da dignidade de pessoa humana encontra respaldo na conformação de um patrimônio jurídico fundamental, acervo de direitos subjetivos sem os quais qualquer pretensão de bem estar social seria improvável. Dentro deste contexto assinale a única opção correta:

a. O princípio do mínimo existencial e o princípio do economicamente possível convivem em perfeita harmonia, sendo certo que se completam e, juntos, conspiram a favor da dignidade da pessoa humana no Estado brasileiro;

b. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não fere o direito a intimidade a apreensão, após o parto, da placenta a fim de se proceder a exame hematológico de DNA visando comprovar a paternidade biológica do neonato;

c. Uma das vertentes concretizadoras mais proeminentes do princípio da ampla defesa é a admissão de denúncia imprecisa ou genérica no âmbito do processo penal constitucional brasileiro;

d. A fim de preservar o princípio constitucional da não auto-incriminação todo preso tem o direito inalienável de permanecer calado enquanto apanha.

RESPOSTA: Opção “b”



Questão discursiva


A Lei de Imprensa (Lei nº 5250/67), editada durante o regime militar, disciplinava a responsabilidade penal e civil de todos aqueles que, através dos meios de informação e divulgação, praticassem abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento e informação, foi objeto de uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 130). Tal ação foi ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), cuja argumentação se apoiava na ideia-força de que a referida lei não teria sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Na ação, alegava o PDT a não-recepção de todos os seus dispositivos legais, sob o argumento de que a aludida legislação seria produto de um Estado autoritário. Ou seja, a referida lei seria incompatível com os tempos democráticos, violando a Constituição Federal nos seguintes dispositivos: art. 5º, incisos IV, V, IX, X, XIII e XIV e artigos 220 a 223. Além disso, violaria também a Declaração Universal dos Direitos Humanos no seu art. XIX. Diante de tais fatos, responda, JUSTIFICADAMENTE, como você decidiria acerca da inconstitucionalidade da lei nº 5250/67?

RESPOSTA:

Embora alguns artigos da atual Lei de Imprensa foram perfeitamente recepcionados pela Constituição. Mas, para o ministro, manter apenas alguns artigos faria a norma “perder sua organicidade”. Vale lembrar que o inciso V do artigo 5º da Constituição assegura o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem, o que implica dizer que a ausência de regulação legislativa não se revelará obstáculo ao exercício do direito de resposta. Pode-se até regular temas secundários, que circundam o trabalho jornalístico, mas nunca a liberdade de manifestação e o direito de acesso à informação. Ou seja, pode haver leis para regular direito de resposta e pedidos de indenização.


Aula 8


A verdade é que hoje o poder judiciário segundo seus próprios membros e de muitos doutrinadores exerce um poder moderador, visando equilibrar a tripartição dos poderes.
Através do controle de constitucionalidade abstrato o Poder Judiciário, tem sistematicamente decidido sobre questões de diversas naturezas.
Importante observar que quando se relaciona o surgimento do ativismo judicial com a decadência do constitucionalismo liberal e da política neo-liberal, estamos voltando a uma visão mais humanista e social, preservando princípios basilares de um estado que são representados por sua Constituição e, principalmente, realçando axiologicamente os direitos fundamentais, mais especificamente aqueles que dizem respeito à dignidade da pessoa humana.
Neste ponto, a deficiência legislativa ou a má utilização de instrumentos políticos que possam abalar tais direitos e princípios são objeto dos Tribunais que com o ativismo judicial protegem valores tão importantes para a sociedade.
Com o advento do pós-positivismo também não se pode querer que o Poder Judiciário desconsidere as repercussões sociais e política de suas decisões.
O déficit democrático com certeza é um dos grandes obstáculos ao ativismo judicial, afinal por melhores que sejam as cabeças presentes no Supremo Tribunal Federal, os temas que hoje por eles são decididos estão afastados do povo, já que nenhum deles foi eleito democraticamente e não representam a vontade de uma maioria.

Plano 9 

Contraria o principio da livre concorrência (preço menor) e livre iniciativa (impedir as pessoas de comprar).



AULA10


Questão objetiva: Exame de Ordem (OAB), FGV.

A partir de denúncia formulada anonimamente à ouvidoria de um órgão federal, descobre-se que determinado imóvel rural destinado ao cultivo de cacau utiliza-se de mão de obra em condições análogas à escravatura, o que é confirmado após oitiva de testemunhas e realização de inspeção in loco por agentes governamentais. A União pretende desapropriar o imóvel em questão, para fins de reforma agrária. Nessa hipótese, considerada a disciplina da matéria na Constituição da República, a União

(A) não poderá proceder à desapropriação, pois os imóveis produtivos não se sujeitam à reforma agrária, devendo a lei garantir-lhes tratamento especial.

(B) somente poderá proceder à desapropriação se, mesmo notificado o proprietário a dar ao imóvel destinação definida em plano diretor municipal, a situação permanecer inalterada.

(C) poderá desapropriar o imóvel, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão.

(D) não poderá desapropriar o imóvel, pois a eventual infração à legislação trabalhista não é considerada razão de descumprimento da função social da propriedade pela Constituição.

(E) deverá encaminhar o caso ao Estado da federação em que situado o imóvel, por serem de competência estadual, e não federal, as medidas visando à desapropriação de imóveis para fins de reforma agrária.

Questão discursiva



João da Silva é proprietário de uma fazenda de 500 hectares na qual, em 2011, tenha sido descoberta plantação de maconha em 7 hectares de sua propriedade. Considerando-se que a Constituição reza no seu artigo 185 que são insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária a pequena e média propriedade rural, responda, JUSTIFICADAMENTE, se a administração poderá expropriar toda a fazenda para destiná-la ao assentamento de colonos, sem indenizar seu proprietário?

Resposta:SIM. O ARTIGO 185 IMPEDE A DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA, PORÉM, A DESAPROPRIAÇÃO DO CASO SE FUNDAMENTA NO ARTIGO 243 CF., porque não deu destinação certa a propriedade como também cometeu um ato ilícito por isso poderá ser expropriado



Aula 11 Quem vai determinar se tem direito ao ressarcimento ou a compensação é a autoridade fiscal. Deve pleitear no âmbito administrativo a compensação ou a devolução do imposto pago indevidamente, caso não consiga, deve fazer via judicial. Alguns juízes entendem que primeiro se busca via administrativa para depois via judicial.

SEMANA 12
Questão objetiva
Prova: FGV - 2008 - TCM-RJ - Auditor
A abertura de crédito extraordinário, para atender a despesas, como comoção interna, será realizada, especialmente, mediante:
a) lei delegada.
b) decreto legislativo.
c) medida provisória. RESPOSTA CORRETA.
d) decreto executivo.
e) resolução
Questão discursiva:
Questão 2
Uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa de Santa Catarina determina que 10% da receita corrente do Estado deverão ser aplicados nos programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. O Governador do Estado, então, formula consulta à sua assessoria jurídica para saber se existe algum vício de constitucionalidade na referida lei. Como a consulta deverá ser respondida?
RESPOSTA: De tal forma que, por verificar afronta ao art. 61, § 1º, Inciso b, da CF, é conferido ao Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham sobre matéria tributária e orçamentária, e ao art. 167, IV, da CBF, que veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, o Tribunal julgou procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina para declarar a inconstitucionalidade do Art. 120 Inciso V do § 3º da Constituição Estadual, com a redação dada pela EC 14/97, que destina 10% da receita corrente do Estado, por dotação orçamentária específica, aos programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. ADI 103/RO (DJ de 8/9/1995); ADI 1.848/RO (DJ de 25-10-2002); ADI 1.750-MC/DF (DJ de 14/06/1995); (ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 14/04/2010, Plenário, Informativo 582.).

 AULA – 13

 Questão discursiva: João da Silva é proprietário de um terreno não edificado e que vem servindo de atalho para se chegar à única escola pública da sua região. A grande maioria das crianças do bairro costumam passar por dentro da propriedade de João da Silva. Incomodado com o grande número de crianças circulando em sua propriedade, João da Silva resolver proibir a passagem das crianças de pele negra, como meio de reduzir o número de crianças que cortam o caminho para a Escola por seu terreno. A família de uma das crianças decide ajuizar uma ação para obrigar João da Silva a liberar a passagem de todas as crianças, amparando sua pretensão no direito à igualdade. Citado, João da Silva argumenta que a propriedade é sua e que não há nenhuma lei infraconstitucional que o obrigue a liberar a passagem por sua propriedade. Alega que, nos termos do inciso II do artigo 5º da Constituição de 1988, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Portanto, como não há nenhum lei que o impeça de proibir o trânsito pela sua propriedade, ele pode permitir a passagem de quem bem entender. Na qualidade de juiz da causa e com espeque na reconstrução neoconstitucionalista, responda, JUSTIFICADAMENTE, se o caso em tela é de aplicação direta dos direitos fundamentais nas relações entre particulares? 

R: Sim, o caso em tela permite a aplicação direta dos direitos fundamentais de modo a reconhecer sua eficácia horizontal que se evidência como uma forma de oposição de direito fundamental por particular contra particular, ou seja, nas relações privadas, assim deverá o juiz por ponderação solucionar o conflito havido entre a autonomia da vontade. 

 Questão objetiva

: O exame da eficácia horizontal dos direitos fundamentais é tema fundamental no constitucionalismo contemporâneo, na medida em que consolida a abertura do catálogo de direitos fundamentais e sua incidência nas relações jurídicas privadas. Assim sendo, assinale a alternativa correta: (a) Os direitos fundamentais devem sempre ter aplicação indireta nas relações estabelecidas entre particulares. (b) A jurisprudência do STF não aceita a assim chamada ?eficácia horizontal? dos direitos fundamentais. X (c) A aplicação de direitos fundamentais nas relações privadas é um fator limitador da autonomia da vontade, princípio elementar do Direito Civil. (d) A Constituição de 1988 expressamente prevê a possibilidade de aplicação dos direitos fundamentais às relações entre particulares. Objetiva é a letra C

AULA – 14 

 Questão objetiva: Acerca do pós-positivismo jurídico, analise as seguintes assertivas: I - A dogmática jurídica pós-positivista supera o legalismo estrito; II - A elaboração da escola pós-positivista busca seu fundamento na ideia de que o direito é um sistema aberto de regras e princípios; III – No âmbito do pós-positivismo jurídico, a solução dos problemas constitucionais contemporâneos é encontrada no próprio texto da Carta Magna mediante aplicação do dogma da subsunção; IV - Dentre outras, a dogmática pós-positivista caracteriza-se pela noção de sistema fechado de regras garantidoras da certeza jurídica máxima; V- O pensamento axiológico-indutivo do direito é predominante na escola pós-positivista. Somente é CORRETO o que se afirma em: a. I e III; b. I, II e IV; c. III e V; (X) d. I, II e V. e. II, III e V Objetiva é a letra D. 

 Questão discursiva 

Maria, jovem estudante de Direito, aproveitando a onda de calor que marcou o último verão carioca, resolveu praticar topless na praia da Barra da Tijuca. Enquanto tomava seu banho de sol, foi fotografada inúmeras vezes por um repórter de um importante jornal de circulação nacional. No dia seguinte ao evento, uma das fotos foi estampada na primeira página do jornal e era acompanhada por uma legenda que informava o fato de os termômetros terem registrado 40º (quarenta graus centígrados) no último final de semana. Maria já procurou a direção do órgão de imprensa, mas este informou que exerceu seu direito à informação, constitucionalmente garantido, e que não houve ofensa a nenhum direito de Maria. Esta última procura então alguma orientação jurídica. Na qualidade de advogado, como você a orientaria? 

 R: Maria pode alegar que o órgão de imprensa violou seu direito a privacidade da imagem, porém esse direito fundamental é entendido como principio e evidenciado o conflito com outro direito fundamental que nesse caso é a liberdade de informação do jornal deverá ser solucionado por ponderação de interesses buscando justo peso de cada interesse para que a restrição se dê de forma legitima.

Aula 15 

 Questão objetiva: 

 Analise as assertivas abaixo: I - O fenômeno da constitucionalização do Direito infraconstitucional é o processo pelo qual se interpreta os Códigos à luz dos princípios constitucionais. II – No contexto da atual fase da constitucionalização, as relações jurídicas entre particulares têm por verdadeira Constituição o próprio Código Civil. III – O constitucionalismo do Estado Liberal caracteriza-se pela fase de dois mundo apartados, ou seja, um que impõe limites ao poder estatal, através de Constituições escritas, outro que visa proteger a autonomia da vontade, por meio dos Códigos Civis. Somente é CORRETO o que se afirma em: a) I e III b) II e III c) I e II d) I e III e) I, II e III 

 Questão discursiva

: Leia o trecho abaixo: A despeito do acendrado movimento neoliberal e dos ventos da globalização que estremeceram o ocaso do século XX, os pilares do Estado Social não foram abalados, mantendo-se ainda mais acentuada a necessidade da ordem econômica e social, consubstanciando direitos e garantias de um novo perfil da cidadania através de normas reguladoras das relações de consumo. Enquanto a Constituição assumia evidente identidade social no plano jurídico-econômico, permanecia o Código Civil, em descompasso com esta realidade, conservando suas feições de tradição liberal-patrimonialista, e como necessária à realização da pessoa, à propriedade como elemento central dos demais interesses privados. A partir da leitura acima, analise os principais efeitos do fenômeno da constitucionalização do direito civil no Brasil. 

 R: Os efeitos da Constitucionalização do Direito Civil são uma consequência da repersonalização do direito em razão da valorização da dignidade da pessoa humana, pois hoje todo o ordenamento jurídico deve voltar-se a proteção da pessoa em primeiro lugar e não mais ao patrimônio como era antes.